quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Aprendizagem Tecnológica no Sistema Educacional


Joseane Bastos Dourado Eduardo*
anebastoseduardo@yahoo.com.br
RESUMO

O artigo trata da relação aprendizagem tecnológica e sistema educacional, enfatizando as dificuldades encontradas no cotidiano da evolução da informação, adaptando na tecnologia disponível, que elimina as barreiras da distância relacionada à língua e à cultura conduzindo-nos a novos processos de produção, a novas formas de diversão, a um novo modo de viver, pensar, agir e interagir, acima de tudo, o conhecimento tecnológico não se dá como luxuosidade, mas a necessidade de se adaptar ao mundo globalizado e moderno, onde as habilidades humanas são favorecidas.

PALAVRAS-CHAVE: educação, tecnologia, mudança, aprendizagem, necessidade, profissional, escola, alunos, computador.

Percebe-se hoje uma mudança no comportamento de alguns profissionais na área de educação, pois já começam a desejar saber o que devem fazer para melhorar a forma de trabalhar e a preocupar-se de que forma o computador pode auxiliá-lo nesta mudança. O computador veio ocupar um lugar especial no tempo pós-moderno e as pessoas devem perder o medo da máquina, pois ela não é um ser que tem vida própria e sim uma máquina que depende do controle de alguém, para que funcione. Para Paulo Freire, “temos de ser homens e mulheres de nosso tempo e empregar todos os recursos disponíveis para promover a grande mudança que nossa escola está a exigir.” Mudaram os tempos e as necessidades, é necessário mudar a escola e todos nós somos sujeitos dessa mudança.

A nova pedagogia já está sendo inventada que concebe as tecnologias como meios, linguagens ou fundamentos das metodologias e técnicas de ensino, sem esquecer de considerá-las como objeto de estudo e reflexão, assegurando sua integração crítica e reflexiva aos processos educacionais. Há pesquisadores que tendem a considerar a tecnologia como o fundamento dessa nova pedagogia, além disso, as modernas teorias de aprendizagem abrem naturalmente um espaço ilimitado para a teleducação.

Mesmo com o vasto avanço tecnológico na educação, nenhum relacionamento eletrônico substituirá o trabalho humano, que serve para organizar um modo produtivo de conhecimento como intermediários para controle. Um exemplo disso, tem a educação à distância que não pode haver substituição do professor por processos mecânicos ou eletrônicos, o professor comparece nesta cena como referencia central desta socialização. Ao abordar aprendizagem tecnológica no sistema educacional, a tecnologia apresenta-se como meio, como instrumento para colaborar no desenvolvimento do processo de aprendizagem, a tecnologia reveste-se de um valor relativo. Não é a tecnologia que vai resolver ou solucionar o problema educacional no Brasil, poderá colaborar, no entanto, se for usada adequadamente para o progresso dos educandos.

Quando, Marcílio Kimura diz no texto, Tecnologia Começa a Aposentar Giz e Apostilas nas Escolas, refere-se a localidades de primeiro mundo, a utilização de quadros interativos, após citar o exemplo de crianças brincando com o giz no quadro negro, construindo desenhos e textos, com o quadro interativo basta clicar sem sujar os dedos, é possível escolher cores não conhecidas, desenhos prontos, montar histórias com personagens trocados e outras diversidades. Deixa claro que, tudo é muito bom, mas é feito para quem pode pagar, e se o governo ou entidades privadas não participam, toda essa evolução tecnológica serve apenas, para acentuar ainda mais as diferenças, entre estudantes pobres e ricos.

Até hoje, não se valorizou adequadamente o uso de tecnologia visando a tornar o processo de ensino-aprendizagem mais eficiente, o uso da tecnologia adequada ao processo de aprendizagem e variada para motivar o aluno não é tão comum, o que faz com que os novos professores copiem o modo de fazê-lo e o próprio comportamento de outros professores, dando aula expositiva e, às vezes, sugerindo algum trabalho em grupo com pouca ou nenhuma orientação. Além dessas situações, a desvalorização da tecnologia em educação tem haver com experiências vividas nas décadas de 1950 e 1960 baseadas em teorias comportamentalistas.

De acordo com Pérez Gomes, o aluno no processo de aprendizagem assume o papel de aprendiz ativo e participante, sujeito de ações que o levam a aprender e a mudar seu comportamento. O professor, facilitador da aprendizagem, colabora buscando novos objetivos para o desenvolvimento no papel de mediação pedagógica. O uso da tecnologia deve ser variada e adequada aos objetivos, às técnicas precisam ser escolhidas de acordo com o que se pretende que os alunos aprendam, estratégias que fortaleçam o papel de sujeito da aprendizagem do aluno. A produção do conhecimento permite o exercício de habilidades humanas que favorecem o desenvolvimento de aprendizagens na qual o aluno pretende se formar: área de conhecimento, de sensibilidade, de competências e de atitudes ou valores.
Portanto, a prática pedagógica da informática na educação requer muito mais que bons projetos, a finalidade real é a de propiciar um ensino inovador. Sem dúvida, as tecnologias podem ser novas e muito úteis de construir e difundir conhecimentos sem risco de desumanizar o ser humano. Acima de tudo é interessante observar profissionais que buscam novas metodologias de aulas, procurando a discussão de papéis com professores e de maneira como se relacionam com os alunos em aula, como motivá-los, enquanto algumas pessoas têm acesso à tecnologia e, consequentemente, à informação, outras ficam condenadas ao completo total abandono e isolamento. Tudo depende do modo como às utilizamos, a nova pedagogia deve permitir a apropriação dos saberes e das técnicas, incorporando-os à escola de modo a valorizar a cultura dos alunos e a criar oportunidades para que todas as crianças tenham acesso a esses meios de comunicação.

REFERÊNCIA
BASTOS, Joseane. Mestranda em Ciências da Educação. 2011.
DEMO, Pedro. Questões para a Teleducação. ed. 3ª. Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro: 2003.
KIMURA, Marcílio. Tecnologia começa a aposentar giz e apostilas nas escolas. <http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2006/05/10/ult2870u77.jhtm>acesso em 10/09/06; às 12:12h. Apostila estudada no v sem. do Curso de Pedagogia da Faculdade do Sertão.
MORAN, Manuel, MASETTO, Marcos T. e BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. ed. 8ª. Papirus: Campinas, SP:2000.
PAIS, Luiz Carlos. Educação Escolar e as Tecnologias da Informática. ed. 1. Autentica, Belo Horizonte: 2005.

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